Os acidentes com crianças na faixa etária
de 1o meses a três anos de idade e que provocam
graves traumatismos dentários representam
uma das maiores preocupações dos odontó1ogos
em todo mundo, segundo pesquisa realizada recentemente.
Para a especialista em Odontopediatria e Radiologia,
Mestre e Doutoranda pela Unicamp/SP, Mônica
Beltrame, os acidentes ocorrem com maior freqüência
quando as crianças alcançam um ano
época em que a coordenação
motora ainda esta em formação, o que
as impedem de colocar a mão como apoio numa
queda, indo geralmente com o rosto e a boca no chão.
Segundo Beltrame 30 % das crianças nessa
idade sofrem esses tipos de acidentes que provocam
sérios impactos nos dentes ou no osso que
os circundam. Mas os traumatismos não ficam
restritos apenas a esta faixa etária. "Outra
faixa bastante susceptível são as
crianças com idade entre 7 e 9 anos, em função
do inicio da prática de esportes considerados
"radicais", lembra a especialista.
Os tipos mais freqüentes de traumatismos dentários,
segundo Mônica Beltrame, são a intrusão,
a extrusão e a fratura. No entanto ela esclarece
que, em todo estes casos, a fratura e passível
de recuperação total ou parcial. E
ressalva: "e preciso calma e fazer com que
a criança morda uma gaze ou um pano limpo,
com o objetivo de estancar o sangue e leva-Ia imediatamente
para o dentista, único capaz de recuperar
os dentes atingidos", garante.
Os
tipos mais freqüentes de traumatismos dentários
INTRUSÃO
E quando o dente fica submerso parcial ou total
mente dentro da gengiva. O maior problema nessa
situação reside na proximidade das
raízes dos dentes de leite com os dentes
permanentes em formação. O dentista
saberá verificar através dos exames
clinico e radiográfico se houve ou não
comprometimento do dente sucessor e conduzira o
quadro para que a integridade dental seja preservada.
EXTRUSÃO
Ocorre o inverso da intrusão. O dente e avulsionado
para fora da gengiva, parcial ou total mente. Quando
ocorre a extrusão total de um dente, deve-se
pagá-lo com todo cuidado e colocá-lo
imerso no soro fisiológico ou mesmo no leite.
Sendo um dente de leite, provavelmente o dentista
descartara a possibilidade de reimplanta-lo, mas
sendo um dente permanente o profissional saberá
reposicioná-lo na arcada dentaria com chance
de êxito.
FRATURA
E quando ocorre uma trinca, fenda ou mesmo perda
de fragmentos dentários. Os pedaços
de dente não devem ser descartados; armazenados
em soro devem ser levados para o dentista que poderá
utiliza-los ou não na reconstrução
do elemento afetado. Em qualquer situação:
intrusão, extrusão ou fratura, deve-se
manter a calma, pedir para a criança morder
uma gaze ou um pano limpo para estancar o sangramento
e procurar imediatamente o dentista que será
capaz de prestar os primeiros socorros e estabelecer
a conduta mais adequada para a preservação
da saúde bucal.