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As mulheres incorporam à profissão



No séc. XVIII e em princípios do séc. XIX, aceitava-se universalmente que nenhuma das recém-escolas estabelecidas de odontologia admitiria mulheres em suas aulas. O requisito para admissão – possuir uma certa escolaridade preliminar – de fato já cerceava o número das possíveis solicitantes, visto que pouquíssimas instituições educativas na Europa ou América ofereciam educação superior para mulher. Em 1873 o American Journal of Dental Science publicou um artigo da Dra. Emilie Foeking, de Danzig, Prússia, intitulado “Está a mulher preparada para a profissão odontológica?

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Lucy Hobbs

Foeking assinalava que somente duas universidades na Europa admitiam estudantes mulheres para cursos de licenciatura: Genebra e Zurique. Na Alemanha, lembrava, uma mulher que pretendesse obter educação superior, se via diante de maiores dificuldades ainda: enquanto existia 407 institutos para rapazes em cargo do estado prussiano, não havia nenhum para moças. Portanto, uma mulher que pretendesse seguir a carreira de dentista teria que vencer enormes obstáculos.
A primeira mulher dentista da América foi Emeline Roberts, que , em 1854, então com 17 anos, se casou com o Dr. Daniel Albion Jones, de Danielson, Connecticut. Ao final de um ano, ajudava o seu marido no consultório dental e, à noite, estudava cinecias básicas por conta própria. Em 1859 compartilhou o consultório com seu marido, e quando este morreu em 1864, tendo ficado com filhos pequenos para criar, passou a viver das redás do consultório, onde praticou solitariamente a odontologia durante sessenta anos. Não foi eleita membro da Connecticut State Dental Society senão em 1893, depois de já estar exercendo a profissão a 34 anos!
Ao mesmo tempo em que a Dra. Jones exercia o oficio com seu marido, Lucy Beaman Hobbs, do norte do estado de Nova York decidiu tornar-se dentista. Depois de ter-se graduado aos 16 anos com um mestre-escola, conseguiu emprego numa pequena cidade de Michigan. Nesta cidade tentou para si a admissão no Ohio College of Dental Surgery (OCDS), recém-organizado; porém, apesar o reitor Jonathan Taft ter-se mostrado acessível, lamentava muito, visto que ”mulheres não são admitidas como estudantes” . Impassível, Hobbs conversou com todos os dentistas da área de Cincinnati, e finalmente encontrou um que a admitiu como estudante particular, o Dr. Smuel Wardle, ele mesmo recém-formado. Em 1861 Hobbs abriu seu próprio consultório em Cincinnati, mas logo se mudou para Iowa, onde se estabeleceu prosperamente.
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Outras pioneiras são Henriette Hirschfeld, na Alemanha que lutou ampla e intensamente para ser admitida no Pennsylvania College of Dental Surgery.

 



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